Então: O mundo digital está
abarrotado de Histórias e (estórias). E até mesmo daquele tipo: “Histórias do
arco da velha”, “Histórias da Carochinha”, “Histórias pra boi dormir”,
“Histórias mau contadas”, “Histórias arrepiantes” "Histórias intrigantes" Em fim...são histórias e
falácias que não acabam mais! Certo?
A HISTÓRIA DE JOÃO DA CRUZ
Um romance compilado com elegância e maestria
"PARE POR UM INSTANTE E LEIA" __VALE A PENA!
"Pai nosso que estais no Ceu "
Mandai-me a divina Luz
Para verssar com clareza
Uma história que seduz
Para verssar com clareza
Uma história que seduz
O
verdadeiro romance;
Da vida de João da Cruz.
Da vida de João da Cruz.
Lá
nos domínios da França
Na
cidade de Lyon
Morava
o Duque Aparício
Homem rico de milhões
Homem rico de milhões
Pai
de três filhas e um filho
O
qual se chamava João
As
filhas uma era Andressa
A
outra era Sofia
A
terceira era Suzana
Catolico e caritativo
Crente na religião
De sempre ia na igreja
Se ouvir de confissão
Com o marido e as filhas
Crente na religião
De sempre ia na igreja
Se ouvir de confissão
Com o marido e as filhas
Já
por uma devoção.
Porém
João como caçula
Começou
a estudar
Tinha
inteligência rara,
Coisa
de admirar,
Mas
odiava a igreja
Já
estava rapazinho,
Um
dia a mãe o chamou
Para
ir se confessar,
Porem
ele recusou
De
fazer o seu pedido
Ela
aí lhe explicou
Filho
amado a confissão
Dá
conforto aos errados,
O Padre é à semelhança
O Padre é à semelhança
Perdoa
nossos pecados.
João
disse: minha mã
Deixe desta ilusão
Deixe desta ilusão
O padre é igual a mim
Bebe, joga e come pão
Da forma como ele perdoa
Bebe, joga e come pão
Da forma como ele perdoa
Aonde
foi que a senhora
Já
viu rasto do pecado
Que
cor tem a nossa alma?
Porem
creio ao que vejo
E
o resto é pano molhado.
Sua
mãe disse: meu filho,
São
tortos os planos teus,
Temos
alma e pecados
Teus
ideais são ateus
Retire
tais expressões
E
pede perdão pra Deus.
João
disse: Ora que Deus
Deixemos
desta loucur
Esse Deus não vale nada
Esse Deus não vale nada
E
se existe é em figura
É
injusto e vingativo
Como
qualquer criatura.
Meu
filho disse-lhe a mãe:
Que
Deus é tão bondoso e justo
Amável
calmo e benquisto
Pra
nos remir e salvar
A humanidade toda
Deu
seu filho Jesus Cristo.
Que
pai tão errado é esse,
Que
a uns não da escola;
Estuda
outros demais
E
já outro pede esmola
Quanto
mais pobre é o homem
Menos
ele lhe consola.
Sendo
ele o Todo Poderoso
E
pai desta humanidade
Deixa
a mulher sem marido
O
filho na orfandade
Esbanja longevidade
O
rico tem sua cama
E
confortável colchão,
Boa
casa pra morar
Roupa
boa água e pão
O
pobre não tem abrigo
E
por leito tem o chão.
O
rico consegue tudo
Estuda
na melhor escola
Tem
carro novo na porta
E
anel de ouro na mão
Enquanto
o pobre mendigo
Que
mal o pobre Lhe fez
Para
ser tão desprezado
E
que bem Lhe fez o rico
Que
é então agraciado
Com
certeza o rico é filho
E
o pobre é enteado.
Portanto
querida mãe
Não
posso me conformar
Com
esse seu Deus tão bom
Peço
pra me desculpar
Crerei
Nele si um dia
A
mim me apresentar.
Do
contrário nada feito
Falo-lhe
sinceramente
Sou
seu filho declarado
E
lhe amo eternamente
Porem
só acreditarei em Deus
Se
o ver pessoalmente.
Quando
Dona Rosália
Ouviu
João dizer assim
Retirou-se
em grande pranto,
Que
quase não tinha fim
Dizendo:
estamos ruins.
João
para não teimar
Dali
se fez retirado
Foi cuidar de seus estudos
Foi cuidar de seus estudos
Mas
não saiu conformado
Com
o assunto da mãe
Mas conservou-se calado.
E
sempre todos os dias
A
mãe lhe aconselhava
O
pai também se batia
Porém
ele não ligava
Não
dava resposta má
Deu
uma cadeira a ele
E
convidou a Duquesa
Que
havia deus com certeza.
O
velho disse meu filho
Mude
sua opinião
Todo
homem está sujeito
A
santa religião
E você não a possui
Diga-me
qual é a razão?
João
disse ao pai
Religião é dinheiro
Padre só casa e batiza
Correndo
o din-din primeiro
Portanto
eu não faço fé
em um Deus tão justo assim
Senhor
desta humanidade
com
esse poder sem fim
Que
fez um preto e um branco
Um
bom e outro ruim.
Dali
João se retirou
E
saiu a passear
À
noite voltou pra casa
Então
depois do jantar
Retirou-se pro seu quarto
E
tratou de pernoitar.
Ao
conciliar-se do sono
Sonhou
com um campo vasto
Todo
desprovido de arbustos
A
trilha que ele seguia
Abria
galhos nefastos.
Então
na bifurcação
Dois
Caminhos se apresentavam
Sem
saber o qual seguir
Naquilo
se apresentava
Uma
mulher bastante idosa
E
ele a interrogava.
Senhora
destes caminhos
Qual
dos dois é acertado?
A
mulher lhe respondia
O
da esquerda é errado
Segue o caminho da direita
Que
terás bom resultado
João pensava consigo
A
mulher está mentindo
Por
certo está me iludindo
Pra
quando eu seguir errado
Ela
aqui ficar sorrindo.
Então
pelo lado esquerdo
João
no trilho foi entrando
A
mulher parou um pouco
E
ficou observando
Vendo-o
seguir errado
De
pena ficou chorando.
João
caminhava um pouco
Passava
um despenhadeiro
Adiante
via um casa-museu
Que
exalava um mau cheiro
Preta da cor do carvão
Com
enorme fumaceira
Era
um prédio agigantado
Um
forte portão de ferro
Com
trincos de agasalha
Passando
chamas de fogo
Cortando
igual navalha.
João
ficava pensando
Que
ali não havia uma luz
Quando
chegava ao portão
Alguém
o saudava dizendo:
Tu
és bem-vindo viandante
Venha
pra cá João da Cruz.
És
estranho ou tens renome
Estás
de barriga cheia
Quem
és tu Responda logo
Já
que sabes o meu nome?
Eu
sou o Príncipe das trevas
Disse-lhe
o desconhecido
Sou
rico por natureza
Por
todos sou conhecido
Há
muito tempo te conheço
Como
a mulher e o marido.
E
para melhor provar
O que estou te explicando
Há pouco te retirastes
Há pouco te retirastes
Tua
mãe te aconselhando
Saístes
a zombar dela,
Achei
boa a tua ação
Porque
já sabes pensar
Não
és louco sabe ler
Não
tens a quem consultar
Conselho
não vale nada
Só
vem nos atrapalhar.
Por
sonho João perguntava
Se
acaso Deus existia
Se
de fato era bondoso
Como
sua mãe dizia
O
estranho olhava nele
E depois lhe respondia
Deus existe meu amigoi
Deus existe meu amigoi
Porém
só gosta de embrulho
É
perverso e vingativo
Dá
mais valor ao barulho
Aonde
existe o orgulho.
E
não tens observado
As
mazelas deste mundo
Um
cego outro aleijado
E o outro
senão vagabundo
Porque
criou um tão limpo
E
outro tão imundo.
Se Deus fosse bom de fato
Todos
tinham felicidade
Não
havia desmantelo
No
seio da humanidade
Mas,
Deus trata a uns mal,
E
a outros com tanta bondade.
E
disse a João da Cruz
Venha
conhecer Meu Reino
Para
veres a verdade
E
saberes que nesta casa
Há
uma só igualdade.
Nisto
João da Cruz em sonho
Passava
por um salão
O
príncipe ia à frente
Fazendo
uma explanação
Mostrando
com bons detalhes
Toda
aquela habitação
Nos
fundos do casarão
Grandes
solavancos se ouvia
Com
rangidos e blasfêmias
Uns
choravam outros gemiam
Todos
com a pele queimada
E
numa só agonia.
Mais
adiante do percurso
Esconjurando
do pai
E
da mãe que ao conceber
Criou
ele no seu ventre
Até
a hora de nascer.
João
da Cruz disse ao estranho
Quero
sair deste antro
O
príncipe disse espere:
Vou
lhe mostrar um teatro
Aqui
já vieram uns três
E
com você completa quatro
João
viu uma grande jaula
Com
grande profundidade
Dentro
havia um esqueleto
E
que falava barbaridades
Praguejava
contra os seus
Contra
o céu e a Divindade
Dava
pulo e se mordia
Batia
pelas paredes
Gemia
e depois babava
Com
os dois olhos de fogo
E
depois se ajoelhava.
Por fim João disse ao príncipe
Quero
me retirar
O
príncipe lhe deu as ordens
E
João voltou a vagar
Pelo
caminho que entrou
Em
ponto de se assombrar.
E
pensou consigo mesmo
Que
casa amaldiçoada
Esse
príncipe é esquisito
Que
moradia desgraçada
Mais
adiante João avistou
Na
frente daquela casa
Havia
um grande letreiro
Gravado
em rubi-azul
Pelo
seguinte roteiro
O
escritório do Filho
Do
nosso Deus verdadeiro
Em
sonho João resolveu
Chegar
até a morada
Saber
que casa era aquela
Apressou
mais a passada
Adiante
viu a mulher
Que
a fez interrogada.
João
se dirigiu a ela
Com
amável cortesia
E
perguntou-lhe com classe
Se
acaso ele conhecia
Aquela
bela morada
Aquela
casa cidadão
É
o tesouro da vida
Ali
não há sofrimento
E
é por demais conhecida
Nela
se tem vida eterna
Sem
o pão e sem bebida
Escravo
ali não existe
As
fortunas são iguais
Ninguém
é senhor do outro
Os
filhos são como os pais
E
para o dono dali
Não
tem valor cabedais.
E
depois João avistou
E
nisto chegava um pobre
O
anjo o portão abria
Vinde
ao meu Reino meu filho
Um
monarca assim dizia.
Em
torno daquele palácio
Havia
um grande jardim
Com
os melhores arranjos
E
uma balança encostada
Primeiro
havia um portão
Guardado
por dois arcanjos
Na
frente daquela casa
Havia
uma sala de estar
Mandava
o pobre entrar
No
coração João dizia
Sou
ateu aqui não é meu lugar.
João
viu passar uma dama
Com
um modo sacrossanto
Os anjos se levantavam
E segurava seu manto
Diziam; Salve a esposa
Do Divino E Santo.
Os anjos se levantavam
E segurava seu manto
Diziam; Salve a esposa
Do Divino E Santo.
Minha
missão se cumpriu
Mostrei-te
o cominho certo
E
no errado você seguiu
Não
pode mais se enganar
Quem
ver o que você viu
João
em sonho foi à porta
E
ninguém o empatou
Pelejou
para entrar
Mas
uma força o privou
Então
naquele pesadelo
De
seu sono despertou.
João
foi ouvindo o berreiro
Das
irmãs lá no salão
Pra
saber qual a razão
Foi
encontrando a mãe morta
O
dia já estava claro
João
da Cruz se ajoelhou
Na
cabeça do caixão
Muita
lagrima derramou
Porém
como era ateu
De
modo nenhum rezou
João
ficou muito indignado
Com
o fato acontecido
A
mulher que viu em sonho
Trajava
o mesmo vestido
Que
sua mãe ao morrer
Disto
ficou percebido.
E
no outro dia cedo,
Depois
que a sepultou
Ao
pai se apresentou
Pediu-lhe
a última benção
E
no mundo se desertou.
Antes
disse João ao pai
Pode
pegar minha herança
Vender
e dar de esmola
À
mulheres , velhos e crianças
Que
das fortunas desta terra
Não
quero ter nem lembrança
Irei
para um deserto
A
fim de me retratar
Vou
pedir perdão a Deus
Pode
ser que com a morte
Eu
possa até me salvar
O
pai lhe disse meu filho
Nosso
Deus é tão bondoso
Não
existe um pai na terra
Que
seja tão carinhoso
Ele
perdoa qualquer crime
Por
mais que seja horroroso
João
foi para um monte
Que
no seu país havia
Ali
se tornou um monge
Ausentou
da fidalguia
Lugar
aquele em que o povo
Satanás
quando viu
João
seguir para o deserto
A
fim de se converter
Porque
não andava certo
Deu
pulos e se mordeu todo
De
João quiz chegar mais perto
A
mídia infernal se reuniu
E
fez uma solene explanação
Para
saber qual dos membros
Estaria
em condição
De
ir até o deserto
A
fim de iludir João.
Um dos membros infernais Disse:
Um dos membros infernais Disse:
Eu garanto laçá-lo
E
trazê-lo para cá
Posso
muito bem tentá-lo
Pois
tenho estudo e regalo
Satanás
se transformou
Em
uma pobre velhinha
Doente
e toda chagada
Maltrapilha
senão magrinha
Feridas
de muitos tipos
A
pobre velha continha
Naquilo
chegou um anjo
Falando
em boas maneiras
A
velha se levantou
E
disse em frases grosseiras
Já
dei fé que lá no Céu
Só
tem almas estradeiras
Disse
o anjo a João da Cruz
Sou
o teu anjo custódio
Por
ti vivo a velar
Fazendo
todos os meios
Para
poder te salvar
A
velha ao ouvir aquilo
Dali
desapareceu
Ao
chegar ao inferno
Contou
o que aconteceu
Falou
um Cão. Tu és bobo
Agora
quem vai sou eu
O "coisa ruim" transformou-se
Num
pancadão de mulher
Ganhou
aplausos do inferno
Pelo que colocou Lúcifer:
É
disto que o homem gosta
É
isso que o homem quer.
Disse
ao seu superior
Se
João achá-la bonita
Digo isto com furor
Mulher
ilude até nós
Com
carinho e com amor.
Zoraide
a tal donzela
Que
a João da Cruz perseguia
Estava
tão bem vestida
Com
em panos de tal valia
Admirava
quem vise
A
sua aristocracia
Mora
perto senhorita?
Moro
atrás daquele monte
Lá
no palácio da luz
E
estou sempre as suas ordens
No
nome de Jesus.
Durante
aquela trajetória
João
ficou todo empolgado
E
apaixonou-se pela moça
E
o namoro foi firmado
E
andavam de braços dados
No bosque contando histórias.
No bosque contando histórias.
Zoraide
a tal sedutora
Olhos
azuis cor do céu
Cabelos
pretos varrendo o chão
Um
verdadeiro pecado
Na
vida do pobre João.
Logo
João pensou consigo
Quem
será aquela estranha?
Bela
, esbelta e maviosa
Sozinha
sem companhia
Sábia,
e muito eloqüente
Com
uma audácia tamanha?
E
no bosque foi entrando
Alegre
como a aurora
Bonita
canção cantando
João
ficou encantado
E
também se questionando.
João
muito experiente
Perguntou-lhe
com amor:
Senhorita: existe inferno?
Disse
ela sim senhor
É
lugar de sofrimento
Angustia
tormento e dor
Num
domingo as sete horas
João
da Cruz estava orando
Morreu
ali der repente
Como
os anjos estavam perto
Ficou
apenas negaceando
A
alma de João da Cruz
Foi
prestar contas ao Eterno
O
Diabo que vinha bufando
Das
profundezas do inferno
Par
e passo ele seguia a João
Conduzindo
seu caderno
Jesus
disse a Satanás
Obedeça
ao teu Senhor
Um
Cão lhe disse: então me
Entregue essa alma sem valor
Entregue essa alma sem valor
Por
ser grande pecador
O
Salvador não querendo
Parlamentar
com Satanás
O
entregou a Miguel o arcanjo
Dizendo:
veja bem o que faz
A
razão está com João
Faça
justiça capaz.
Miguel
disse a Satanás
Capiroto
vá pro norte
Disse
Satanás qual nada
Vou
esperar pela sorte
Porque
sei que João é meu
Miguel
reiterou dizendo
Discutir
já não convém
Porque
João se arrependeu
Arrependimento
tarde
Nunca
valeu a ninguém
Satanás
acrescentou:
Então
pra ficar sacramentado
Vamos
passar na balança
A
alma com o pecado
Se
o pecado pesar mais
Eu
ficarei deserdado
O Salvador ordenou
A
alma foi aferida
A
concha da alma baixou
Miguel
disse ao Demônio;
Mais
uma vez você dançou.
Mas
o Cão quis se zangar
Miguel
o expulsou
O
Reino celeste herdou
Viu
sua mãe lá no Céu
Passados
diversos anos
Ele
as irmãs encontrou
Assim
como seu pai também
Entrou
no céu e ficou
Isto foi caso passado
Isto foi caso passado
Reconhecido
e provado
Assim
vovó me contou!









































