quinta-feira, 23 de julho de 2020

BLOG; A HISTÓRIA DE JOÃO DA CRUZ


Uma dissertação imaginária que foi reproduzida e compilada em versos e, com procedência literária extraída do Livro: "HISTÓRIAS DO ARCO DA VELHA"


Então: O mundo digital está abarrotado de Histórias e (estórias). E até mesmo daquele tipo:  “Histórias do arco da velha”, “Histórias da Carochinha”, “Histórias pra boi dormir”, “Histórias mau contadas”, “Histórias arrepiantes” "Histórias intrigantes" Em fim...são histórias e falácias que não acabam mais! Certo?


A HISTÓRIA DE JOÃO DA CRUZ
Um romance compilado com elegância e maestria
"PARE POR UM INSTANTE E LEIA" __VALE A PENA!


"Pai nosso que estais no Ceu " 
Mandai-me a divina Luz
Para verssar com clareza
Uma história que seduz 
O verdadeiro romance; 
Da vida de João da Cruz.
Lá nos domínios da França
Na cidade de Lyon
Morava o Duque Aparício
Homem rico de milhões
Pai de três filhas e um filho
O qual se chamava João
As filhas uma era  Andressa
A outra era Sofia  
A terceira era Suzana
Todas filhas de Maria  
E a Duquesa mãe delas
 Chamava-se Rosália 

Catolico e caritativo
Crente na religião
De sempre ia na igreja
Se ouvir de confissão
Com o marido e as filhas
Já por uma devoção.
Porém João como caçula
Começou a estudar
Tinha inteligência rara,
Coisa de admirar,
Mas odiava a igreja
E nunca foi ao altar.
Já estava rapazinho,
Um dia a mãe o chamou
Para ir se confessar,
Porem ele recusou
De fazer o seu pedido
Ela aí lhe explicou

Filho amado a confissão
Dá conforto aos errados,
O Padre é à semelhança
Dos sentimentos sagrados
E com a ordem de Divina
Perdoa nossos pecados.

João disse: minha mã
Deixe desta ilusão
O padre é igual a mim 
Bebe, joga e come pão
Da forma como ele perdoa 
Eu também dou o perdão 

Aonde foi que a senhora
Já viu rasto do pecado
Que cor tem a nossa alma?
Eu sou o seu filho amado
Porem creio ao que vejo
E o resto é pano molhado.
Sua mãe disse: meu filho,
São tortos os planos teus,
Temos alma e pecados
Teus ideais são ateus
Retire tais expressões
E pede perdão pra Deus.
João disse: Ora que Deus 
Deixemos desta loucur
Esse Deus não vale nada 
E se existe é em figura
É injusto e vingativo
Como qualquer criatura.

Meu filho disse-lhe a mãe:
Que Deus é tão  bondoso e justo
Amável calmo e benquisto
Pra nos remir e salvar 
A humanidade toda
Deu seu filho Jesus Cristo.
Que pai tão errado é esse,
Que a uns não da escola;
Estuda outros demais
E já outro pede esmola
Quanto mais pobre é o homem
Menos ele lhe consola.
Sendo ele o Todo Poderoso
E pai desta humanidade
Deixa a mulher sem marido
O filho na orfandade
E o rico por toda vida
Esbanja longevidade 

O rico tem sua cama
E confortável colchão,
Boa casa pra morar
Roupa boa água e pão
O pobre não tem abrigo
E por leito tem o chão.
O rico consegue tudo
Estuda na melhor escola
Tem carro novo na porta
E anel de ouro na mão  
Enquanto o pobre mendigo
Mora em baixo do pontilhão. 

Que mal o pobre Lhe fez
Para ser tão desprezado
E que bem Lhe fez o rico
Que é então agraciado
Com certeza o rico é filho
E o pobre é enteado.

Portanto querida mãe
Não posso me conformar
Com esse seu Deus tão bom
Peço pra me desculpar
Crerei Nele si um dia
A mim me apresentar. 

Do contrário nada feito
Falo-lhe sinceramente
Sou seu filho declarado
E lhe amo eternamente
Porem só acreditarei em Deus
Se o ver pessoalmente.
Quando Dona Rosália
Ouviu João dizer assim
Retirou-se em grande pranto,
Que quase não tinha fim
O duque também saiu
Dizendo: estamos ruins.

João para não teimar
Dali se fez retirado
Foi cuidar de seus estudos
Mas não saiu conformado
Com o assunto da mãe
Mas conservou-se calado. 
E sempre todos os dias
A  mãe lhe aconselhava
O pai também se batia
Porém ele não ligava
Não dava resposta má
Porem não conformava

Um dia o pai o chamou
Sentou á roda de uma mesa
Deu uma cadeira a ele
E convidou a Duquesa
Para fazer  ele ver
Que havia deus com certeza.
O velho disse meu filho
Mude sua opinião
Todo homem está sujeito
A santa religião
E  você não a possui
Diga-me qual é a razão?

João disse ao pai
 Religião é dinheiro
 Padre só casa e batiza
Correndo o din-din primeiro
Portanto eu não faço fé
No deus interesseiroDisse 

João não posso crer
 em um Deus tão justo assim
Senhor desta humanidade
com esse poder sem fim
Que fez  um preto e um branco 
Um bom e outro ruim.
Dali João se retirou
E saiu a passear
À noite voltou pra casa
Então depois do jantar
 Retirou-se pro seu quarto
E tratou de pernoitar.
Ao conciliar-se do sono
Sonhou com um campo vasto
Todo desprovido de arbustos
Nem capim erva ou pasto 
A trilha que ele seguia
Abria galhos nefastos.
Então na bifurcação
Dois Caminhos se apresentavam
Sem saber o qual seguir
Naquilo se apresentava
Uma mulher bastante  idosa
E ele a interrogava.
Senhora destes caminhos
Qual dos dois é acertado?
A mulher lhe respondia
O da esquerda é errado
Segue o caminho da direita
Que terás bom resultado

João pensava consigo
A mulher está mentindo
Ela não sabe aonde eu vou
Por certo está me iludindo
Pra quando eu seguir errado
Ela aqui ficar sorrindo.
Então pelo lado esquerdo
João no trilho foi entrando
A mulher parou um pouco
E ficou observando
Vendo-o seguir errado
De pena ficou chorando.
João caminhava um pouco
Passava um despenhadeiro
Adiante via um casa-museu
Que exalava um mau cheiro
Preta da cor do carvão
Com enorme fumaceira

Era um prédio agigantado
Com uma enorme muralha
Um forte portão de ferro
Com trincos de agasalha
Passando chamas de fogo
Cortando igual navalha.
João ficava pensando
Que ali não havia uma luz
Quando chegava ao portão
Alguém o saudava dizendo:
Tu és bem-vindo viandante
Venha pra cá João da Cruz.
João a ele pergunta
És estranho ou tens renome
Estás de barriga cheia
Estás com sede ou com fome?
Quem és tu Responda logo
Já que sabes o meu nome?

Eu sou o Príncipe das trevas
Disse-lhe o desconhecido
Sou rico por natureza
Por todos sou conhecido
Há muito tempo te conheço
Como a mulher e o marido.
E para melhor provar
O que estou te explicando
Há pouco te retirastes
Tua mãe te aconselhando
Saístes a zombar dela,
E ela ficou chorando. 

Achei boa a tua ação
Porque já sabes pensar
Não és louco sabe ler
Não tens a quem consultar
Conselho não vale nada
Só vem nos atrapalhar.
Por sonho João perguntava
Se acaso Deus existia
Se de fato era bondoso
Como sua mãe dizia
O estranho olhava nele
 E depois lhe respondia 

Deus existe meu amigoi
Porém só gosta de embrulho
É perverso e vingativo
Dá mais valor ao barulho
E não pode haver justiça
Aonde existe o orgulho.
E não tens observado
As mazelas deste mundo
Um cego outro aleijado
E o outro senão vagabundo
Porque criou um tão limpo
E outro tão imundo.
Se Deus fosse bom de fato

Todos tinham felicidade
Não havia desmantelo
No seio da humanidade
Mas,  Deus trata a uns mal,
E a outros com tanta bondade.

E disse a João da Cruz
Vamos aqui por bondade
Venha conhecer Meu Reino
Para veres a verdade
E saberes que nesta casa
Há uma só igualdade.
Nisto João da Cruz em sonho
Passava por um salão
O príncipe ia à frente
Fazendo uma explanação
Mostrando com bons detalhes
Toda aquela habitação

Nos fundos do casarão
Grandes solavancos se ouvia
Com rangidos e blasfêmias
Uns choravam outros gemiam
Todos com a pele queimada
E numa só agonia.
Mais adiante do percurso
João viu um idoso se erguer
Esconjurando do pai
E da mãe que ao conceber
Criou ele no seu ventre
Até a hora de nascer. 

João da Cruz disse ao estranho
Quero sair deste antro
O príncipe disse espere:
Vou lhe mostrar um teatro
Aqui já vieram uns três
E com você completa quatro
João viu uma grande jaula
Com grande profundidade
Dentro havia um esqueleto
E que falava barbaridades
Praguejava contra os seus
Contra o céu e a Divindade
Dava pulo e se mordia
Caia no chão e rolava
Batia pelas paredes
Gemia e depois babava
Com os dois olhos de fogo
E depois se ajoelhava.

Por fim João disse ao príncipe
Quero me retirar
O príncipe lhe deu as ordens
E João voltou a vagar
Pelo caminho que entrou
Em ponto de se assombrar.

E pensou consigo mesmo
Que casa amaldiçoada
Esse príncipe é esquisito
Que moradia desgraçada
Mais adiante João avistou
A direita outra morada.
Na frente daquela casa
Havia um grande letreiro
Gravado em rubi-azul
Pelo seguinte roteiro
O escritório do Filho
Do nosso Deus verdadeiro

Em sonho João resolveu
Chegar até a morada
Saber que casa era aquela
Apressou mais a passada
Adiante viu a mulher
Que a fez interrogada.
João se dirigiu a ela
Com amável cortesia
E perguntou-lhe com classe
Se acaso ele conhecia
Aquela bela morada
Que muito perto se via

Aquela casa cidadão
É o tesouro da vida
Ali não há sofrimento
E é por demais conhecida
Nela se tem vida eterna
Sem o pão e sem bebida
Escravo ali não existe
As fortunas são iguais
Ninguém é senhor do outro
Os filhos são como os pais
E para o dono dali
Não tem valor cabedais.

E depois João avistou
A luz que resplandecia
E nisto chegava um pobre
O anjo o portão abria
Vinde ao meu Reino meu filho
Um monarca assim dizia.
Em torno daquele palácio
Havia um grande jardim
Com os melhores arranjos
E uma balança encostada
Primeiro havia um portão
Guardado por dois arcanjos

Na frente daquela casa
Havia uma sala de estar
E o Cordeiro que estava dentro
Mandava o pobre entrar
No coração João dizia
Sou ateu aqui não é meu lugar.

João viu passar uma dama
Com um modo sacrossanto 
Os anjos se levantavam 
E segurava seu manto  
Diziam; Salve a esposa 
Do Divino E Santo. 

A mulher disse para João
Minha missão se cumpriu
Mostrei-te o cominho certo
E no errado você seguiu
Não pode mais se enganar
Quem ver o que você viu
João em sonho foi à porta
E ninguém o empatou
Pelejou para entrar
Mas uma força o privou
Então naquele pesadelo  
De seu sono despertou.
João foi ouvindo o berreiro
Das irmãs lá no salão
Ele ali meteu os pés
Pra saber qual a razão
Foi encontrando a mãe morta
Já dentro de um caixão
O dia já estava claro
João da Cruz se ajoelhou
Na cabeça do caixão
Muita lagrima derramou
Porém como era ateu
De modo nenhum rezou
João ficou muito indignado  
Com o fato acontecido
A mulher que viu em sonho
Trajava o mesmo vestido
Que sua mãe ao morrer
Disto ficou percebido.
E no outro dia cedo,
Depois que a sepultou
Despediu-se das irmãs
Ao pai se apresentou
Pediu-lhe a última benção
E no mundo se desertou.
Antes disse João ao pai
Pode pegar minha herança
Vender e dar de esmola
À mulheres , velhos e crianças
Que das fortunas desta terra
Não quero ter nem lembrança

Irei para um deserto
A fim de me retratar
Vou pedir perdão a Deus
Se Ele me perdoar
Pode ser que com a morte
Eu possa até me salvar

O pai lhe disse meu filho
Nosso Deus é tão bondoso
Não existe um pai na terra
Que seja tão carinhoso
Ele perdoa qualquer crime
Por mais que seja horroroso
João foi para um monte
Que no seu país havia
Ali se tornou um monge
Ausentou da fidalguia
Lugar aquele em que o povo
Raramente o conhecia
Satanás quando viu
João seguir para o deserto
A fim de se converter
Porque não andava certo
Deu pulos e se mordeu todo
De João quiz chegar mais perto
A mídia infernal se reuniu
E fez uma solene explanação
Para saber qual dos membros
Estaria em condição
De ir até o deserto
A fim de iludir João. 

Um dos membros infernais Disse: 
Eu garanto laçá-lo
E trazê-lo para cá
Posso muito bem tentá-lo
Sem ele desconfiar
Pois tenho estudo e regalo
Satanás se transformou
Em uma pobre velhinha
Doente e toda chagada
Maltrapilha senão magrinha
Feridas de muitos tipos
A pobre velha continha

Naquilo chegou um anjo
Falando em boas maneiras
A velha se levantou
E disse em frases grosseiras
Já dei fé que lá no Céu
Só tem almas estradeiras 
Disse o anjo a João da Cruz
A mim deves escutar
Sou o teu anjo custódio
Por ti vivo a velar
Fazendo todos os meios
Para poder te salvar
A velha ao ouvir aquilo
Dali desapareceu
Ao chegar ao inferno
Contou o que aconteceu
Falou um Cão. Tu és bobo
Agora quem vai sou eu
O  "coisa ruim"  transformou-se
Num pancadão de mulher
Ganhou aplausos do inferno 
Pelo que colocou  Lúcifer: 
É disto que o homem gosta
É isso que o homem quer.
Um Demônio exaltado
Disse ao seu superior
Se João achá-la bonita
Digo isto com furor
Mulher ilude até nós
Com carinho e com amor.
Zoraide a tal donzela
Que a João da Cruz perseguia
Estava tão bem vestida
Com em panos de tal valia
Admirava quem vise
A sua aristocracia

Mora perto senhorita?
João da Cruz lhe perguntou
Moro atrás daquele monte
Lá no palácio da luz
E estou sempre as suas ordens
No nome de Jesus.
Durante aquela trajetória
João ficou todo empolgado
E apaixonou-se pela moça
E o namoro foi firmado
E andavam de braços dados 
No bosque contando histórias.
Zoraide a tal sedutora
Feita uma musa em figura
Olhos azuis cor do céu
Cabelos pretos varrendo o chão
Um verdadeiro pecado 
Na vida do pobre João. 
Logo João pensou consigo
Quem será aquela estranha?
Bela , esbelta e maviosa
Sozinha sem companhia
Sábia, e muito eloqüente
Com uma audácia tamanha?
Apertou mão de João
E no bosque foi entrando
Alegre como a aurora
Bonita canção cantando
João ficou encantado  
E também se questionando.
João muito experiente
Perguntou-lhe com amor:
Senhorita:  existe inferno?
Disse ela sim senhor
É lugar de sofrimento
Angustia tormento e dor
Num domingo as sete horas
João da Cruz estava orando
Morreu ali der repente
O Diabo foi chegando
Como os anjos estavam perto
Ficou  apenas negaceando
A alma de João da Cruz
Foi prestar contas ao Eterno
O Diabo que vinha bufando
Das profundezas do inferno
Par e passo ele seguia a João
Conduzindo seu caderno
Jesus disse a Satanás
Obedeça ao teu Senhor
Um Cão lhe disse: então me 
Entregue essa alma sem valor
Saiba que esse homem é meu
Por ser grande pecador
O Salvador não querendo
Parlamentar com Satanás
O entregou a Miguel o arcanjo
Dizendo: veja bem o que faz
A razão está com João
Faça justiça capaz.
Miguel disse a Satanás
Capiroto vá pro norte
Disse Satanás qual nada
Vou esperar pela sorte
Porque sei que João é meu
Foi na vida e na morte 

Miguel reiterou dizendo
Discutir já não convém
Porque João se arrependeu
O Diabo lhe disse: quem?
Arrependimento tarde
Nunca valeu a ninguém
Satanás acrescentou:
Então pra ficar sacramentado
Vamos passar na balança
A alma com o pecado
Se o pecado pesar mais
Eu ficarei deserdado
Ponha a alma na balança
O Salvador ordenou
A alma foi aferida
A concha da alma baixou
Miguel disse ao Demônio;
Mais uma vez você dançou.
Mas o Cão quis se zangar
Miguel o expulsou
Nesse instante João da Cruz
O Reino celeste  herdou
Viu sua mãe lá no Céu
E daí se contentou

Passados diversos anos
Ele as irmãs encontrou
Assim como seu pai também
Entrou no céu e ficou
Isto foi caso passado
Reconhecido e provado
Assim vovó me contou! 







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